As línguas não são estáticas. Quer ver um exemplo do seu dinamismo, em francês?
Então veja AQUI.
Destina-se este blogue a passar da cabeça do autor para o écran do computador, algumas pequenas memórias e outras estórias, bem como considerações e transcrições consideradas de interesse e dá-las a conhecer aos Amigos.
As línguas não são estáticas. Quer ver um exemplo do seu dinamismo, em francês?
Então veja AQUI.
José pergunta a Maria:
- Se um tijolo pesa ¾ de tijolo mais ¾ Kg, quanto pesa 1 tijolo?
Nota: é pressuposto que o decifrante não sabe resolver equações – nem do 1º grau.
Hoje, aqui vai uma muito mais simples do que parece.
1 - Temos 5 circunferências de raios 50, 40, 20,20 e 10, a primeira a vermelho e a restantes a azul.
3 - Considere-se por um lado a soma das superfícies das mais pequenas que não estejam sobrepostas à grande (soma das áreas A’s nos exemplos acima) e por outro a área da maior, V, subtraída da soma das áreas sobrepostas N´s (nos exemplos acima).
Pergunta: Será possível dispô-las de forma a que as duas superfícies definidas em 3. sejam iguais? E de quantas maneiras?
Nota: Não é necessário ter mais conhecimentos de matemática para além da fórmula da área de uma circunferência de raio r : A = π . r 2.
Nunca o tinha visto. Não o conhecia, nem de nome.
Os utentes da messe eram poucos, pelo que o aparecimento de um estranho chamava logo a atenção dos habituais comensais e com muito maior razão do seu director, que era eu.
Pelo uniforme, vi ser 1º Ten. e Fuzileiro.
O seu à vontade indicava que naquelas terras não era caloiro.
Alguém me disse então ser o comandante de uma companhia de fuzileiros, sediada em Vila Nova da Armada, para lá do Cunene, na região do Cuando-Cubango, nas terras do fim do mundo, SE de Angola, em linha recta a mais de 1000 Km de Luanda.
Não era oriundo da EN, tendo entrado para os quadros da Marinha como oficial do Ser-viço Especial – Fuzileiro.
No período do café, tomado no bar após as refeições principais, saltava à vista que era o centro natural das conversas de ocasião entre os convivas da sua faixa etária, sobre tudo e sobre nada, acompanhadas e acaloradas pelo habitual digestivo da praxe.
Tinha sempre um oportuno comentário, um dito, uma anedota, que caiam como sopa no mel em cada situação e que dele faziam um verdadeiro contador de estórias.
Pouco a pouco fui contactando com ele, criando uma relação que, sendo na altura por razões de ofício de mera circunstância, com o tempo se transformou numa pequena amiza-de que perdurou pelos anos fora.
Um dito que era recorrente no seu discurso nesses convívios, e que atribuía a alguém seu conhecido, era “fáçamos um supônhamos”, continuando a conversa como se nada fosse com ele e como se aquela expressão assumisse uma origem verdadeiramente camiliana.
Já regressados ao Continente, encontrámo-nos algumas vezes em tertúlias de camara-das amigos. Talvez a última tenha ocorrido em Setúbal, onde residia, num dos almoços mensais do meu curso da EN, em que levou um camarada do meu curso de entrada, tam-bém fuzileiro e que tinha tido um AVC fortíssimo que lhe retirou a fala e a quase total mobili-dade.
Com o passar dos anos, a diabetes tomou conta dele e de tal forma grave que lhe teve de ser amputado um dedo do pé e em seguida esse mesmo pé.
Apesar disso, a sua boa disposição mantinha-se imperturbável.
Mais algum tempo passado, ao telefone, disse-me com o habitual ar de quem tinha acertado no euro milhões:
- Sabes, tenho uma excelente notícia para te dar: já não me podem cortar mais nenhum pé! Acabaram de me amputar o último!
Impressionante! Como uma negra notícia pode ser servida aos amigos, pela própria ví-tima, não em prato de ouro, mas, muito melhor do que isso, embrulhada no mais bonito dos invólucros, o humor.
José pergunta a Maria:
- Se o comprimento do monstro de Lock Ness fôr 10 metros mais metade do seu comprimento, quanto mede ele?
Nota: é pressuposto que o decifrante não sabe resolver equações – nem do 1º grau.
Há confissões inconfessáveis mas que se têm de se confessar, por uma boa causa!
Senão, veja AQUI.
José e Maria passeavam e, ao passarem por uma loja de discos, Maria perguntou a José.
- Ainda tens os teus discos de música de fado?
José respondeu-lhe:
- Não, dei metade e mais metade de um à Isabel. Depois, dei metade dos restantes e mais metade de um ao João. Fiquei com apenas um que to ofereço se me disseres quantos discos tinha de início.
Maria pensou, pensou e acabou por ganhar o último disco de José.
Que raciocínio fez Maria?
Nota: é pressuposto que o decifrante não sabe resolver equações – nem do 1º grau.
Num jardim zoológico existem avestruzes e girafas.
O nº de olhos do conjunto desses animais é 30, e o nº de patas 44.
Admitindo que o decifrador não sabe resolver sistemas de duas equações do primeiro grau com duas incógnitas, como fará para descobrir o número de animais de cada espécie?
Costuma dizer-se que pecado confessado é pecado perdoado...
Pelo menos algumas VEZES.
Tenho 3 bifes para grelhar e um pequeno grelhador que só dá para dois bifes de cada vez.
São necessários 20 minutos para grelhar cada bife, dado que cada lado leva 10 minutos.
Como a família está com muita fome, ajudam-me a arranjar maneira de grelhar os bifes no mínimo tempo possível.
Não demorem muito dada a fome da família.
Agradeço desde já.
Toda a gente já experimentou a passagem mais ou menos brusca, mais ou menos suave da transição dum sonho para a realidade, função da sua graduação desde o cor de rosa ao pesadelo.
A que AQUI se relata, é uma entre tantas.
Que extraordinária e rigorosa delimitação de funções!
Está curioso? Veja-a AQUI e diga se não concorda.
Para quem gosta de animais (e também para os outros...), outra pequena brincadeira para desanuviar, pelo menos durante os momentos que lhe queiram dedicar, nesta malfadada situação que não nos permite estar pessoalmente com os amigos:
Quantos animais tenho se todos eles forem cães menos dois, todos forem gatos menos dois e todos forem papagaios menos dois?